quarta-feira, 25 de julho de 2007

11º Corte ( - Ela perscrutou todo refeitório,- )

mas não encontrou de forma alguma o garoto com a cicatriz no rosto.

A multidão de moças e rapazes não passava de um compulsivo monte de nada. Como se fossem massas de corpos descrevendo um grande e negro vazio.

Era assim que a garota pensava.

Áhlima desejava que não fosse dessa maneira. Porém, ela não vivia num mundo que permitia essencialmente pensar, apenas agir.

Depois, Áhlima passou por um grupo de rapazes responsáveis pelo abastecimento de drogas ilícitas no colégio. Nada que fosse contra o consentimento da direção.

Os seios se agitaram como uma pulsação forte.

“Moleque desgraçado!” pensou alto, “onde é que esse miserável se meteu? Por que é sempre mais difícil ter alguma coisa quando você quer alguma coisa? Se eu não quisesse falar com esse babaca ele já teria tentado me agarrar a muito tempo”.

Dois pares de olhos a seguiram.

Júlio era o rapaz mais bonito da escola, e, também, o melhor atirador num raio de cinco quilômetros. Dono dos olhos que vigiavam Áhlima.

Desejou-a na primeira vez que a viu; e odiou-a quando ela mordeu e arrancou um pedaço do rosto de seu colega.

Era certo que o rapaz mutilado não passava de um rival inútil. Todavia, o que o incomodava mais era aquela atitude bárbara. Lembrava os repulsivos hábitos dos asquerosos Garotos do Outro Lado da Linha do Metrô.

Júlio esperava o dia em que estaria só, encarando-a, apontando o seu revólver Smith & Wesson modelo sessenta no meio da testa daquela maldita; e fazê-la sonhar definitivamente mediante a um pequeno pedaço quente de chumbo.

O Sonho Final.

Áhlima prendeu os cabelos num rabo de cavalo liso e brilhante; pensou:

“Ah! Quer saber!? Dane-se esse boiololinha! Dane-se a miserável aula de filosofia! Dane-se toda essa escola! Tenho muita coisa pra fazer pra ficar perdendo tempo olhando a cara desses idiotas!”

Pensou alto, alto demais.

Inesperadamente Júlio se levantou fazendo a carteira gemer debaixo de seu traseiro. Ajeitou a pistola no coldre escondido próximo à virilha e pôs os cabelos por trás da orelha usando os dedos.

“Por algum acaso você tá falando comigo, menininha?”





POST SCRIPTUM: Aqueles que desejarem, podem também visitar a comunidade de Carne Humana e falar o que quizer! O endereço é:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=26514722

9 comentários:

Peri disse...

Espero seu comentário, porque esse espaço foi feito especialmente pra pessoas que apreciam uma boa leitura como você.

Assim estará me ajudando a melhorar minha narrativa. É você mesmo que quero agradar e não escrevo essa história pra mais ninguém além de ti.

Se você puder participar da enquete ou tirar dúvidas sobre a cosmologia ou sobre as personagens, sinta-se a vontade.
Carne Humana é seu lar, principalmente se você for um mendigo! EHEHEHE!

Gabriela disse...

Apesar de vc ser o homem mais insistente e chato que existe no planeta Terra todo, sempre vou estar aqui, na medida do possivel, comentando no seu blog bobão!!
Bom, sua história está cada vez ficando mais interessante, sério.Apesar da fissura por seios grandes que todos os homens possuem, em particular o seu, e colocar na coitada da Áhlima essa característica, tudo bem, a história em si está ótima...ahsuahsuhsuhaush....
Ai ai, fico pensando se o personagem não se transforma no escritor em alguns momentos...lembro de ti em várias partes...ahsuhsuhas, chega a ser engraçado!!!Mas na verdade qual história não se tranforma na vida do escritor em alguns trechos??Na minha opinião, nenhuma...
Bejuuuuuuuunsssssss pra ti Jonatas, te amo muito e que consiga o sucesso que merece...
Lua Cheia....
;-)

Pedro Puro disse...

Esse último corte foi interessante, gostei desse tal de júlio... Cada vez ficando mais cruelmente real... O que será que acontecerá com Álhima...

Peri disse...

Fala ndo assim, Gabriela, até parece que você está casada comigo. rsrsrs!

Quanto a insistência, você não beberia coca-cola ou acenderia u,a lâmpada se não fosse a danada.

Eu tenho milhares de histórias para contar e se não perturbar vocês sentirei-me incomodado com tantas histórias dentro de minha cabeça.

E quanto aos seios, particularmente dou mais valor a um rosto bonito, afilado de preferência. Eu só insisto nisso porque os leitores gostam mesmo.
Robert E. Howard fazia a mesma coisa nas histórias de Conan.Valeu, rapaz!




Agora que já me estabilizei um pouco, vou sempre dar esse tom para história. Muito obrigado, Pedro. Tem umas pessoas me dizendo até que lembra de certa forma sua infância nos colégios municipais do suburbúbio... ABRAÇÂO AMIGÂO!

Liane disse...

Oi, a esta história está ficando bem interessante, já to até com pena da Ahlima por antecipação e espero q infundadamente. Bjs
Ps: Espero o proximo corte

Bruno,Idiota Master disse...

Cara,demais

"Júlio era o rapaz mais bonito da escola, e, também, o melhor atirador num raio de cinco quilômetros. Dono dos olhos que vigiavam Áhlima."

Isso deu um contraste engraçado e chocante...pra mim esse capítulo está como um dos melhores.
E agora veremos a real personalidade dessa guria,por quê nesses momentos que são realmente revelados,nesses e nos de alegria extrema que creio eu não haverá muito na vida de tais personagens.

Peri disse...

Pois é, rapaz, não há como se prever. Assim como não poderíamos prever aquela granada jogada próximo da sua casa ontem... é assustador pensar que não temos controle sobre nada ^^

Peri disse...

Esse é o comentário de um dos caras mais loucos que conheço! Adoro-o por isso!

Tiago:
Kra me amarrei na história, vc é único no seu modo de escrever com alguns traços de Machado de Assis. Me amarrei principalmente na história do paraplégico.

Peri disse...

Exageros a parte, agradeço por ter comentado rs