quarta-feira, 20 de junho de 2007

1º Corte ( - Minha mãe despertou, -)

sentiu a luz do refletor tocar-lhe os olhos e contraiu-os enquanto sua placenta era rasgada pela primeira vez por um feto .
O ar contaminado do hospital foi o segundo contato eu que tinha com o mundo, além daquelas mãos cobertas por luvas de borracha puxando minha cabeça.
Eu respirei. E o oxigênio temperado com essência hemocorial invadiu meus pulmões.
Chorei. Meu corpo tingido de sangue materno deslizava para fora como suco de morango fresco.
O médico não me encarou. Não por repulsa. Eu apenas não era especial, só mais um embrião que se desenvolvera demais e conseguira nascer naquela tarde de abril.







Eu nasci em algum hospital do subúrbio.
Logo depois de minha mãe me conceber, deixou meu corpo entregue para adoção. Ela sim sentiu nojo de mim.
Repudiou-me ao ver o que um estupro lhe trazia em suas mãos. Eu era a perfeita memória dos socos e chutes que levara quando fora violada pelo seu pai.
Mas eu não sei de nada disso, amado leitor.
Ninguém sabe disso. Minha mãe foi morta logo depois que meu pai/avô soube que nasci. Ele espancara-a até transformar sua cabeça em um denso purê de sangue. E não demorou muito para que meu amado pai se matasse.
Por quê?
Eu explico a vocês: dementia praecox,
ou, simplismente, esquizofrenia. Sempre foi bem típico na minha família, como vocês irão saber.



Jonas Teixeira ( estudante de colégio público e possível doente mental
)

Continua...

14 comentários:

Bruno disse...

PERFEITO!!!
Muito bem escrito,com o
toque especial do Jonatas
and bizarrisses,só acho
que em partes a detalhação
(Ps:Não sei se essa palavra
consta no nosso idioma)
pode deixar monotomo.
Mas,pelo menos no inicio
só deixou mais legal
e o filmezinho que apareceu
em nossas mentes foi de
várias cenas =)

Bruno disse...
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Thiago disse...

É cara, você precisa realmente de umas edições no seu texto, e no texto do seu comentário, fora isso seu texo é coerente ao que ele se dispõe, só fiquei um pouco confuso quanto a "Pessoa" a nível de "Narrador", mas tenho certeza que você, ao ler novamente o texto, vai corrigir isso, ABAPT!

Peri disse...

É, a minha introdução está muito porca mesmo. Na verdade estou escrevendo sem compromissos. Sem revisão. Mas não se preocupe, conforme o tempo vou reeditando a história para vocês.
Eu quero críticas mesmo. Mas tentem ser mais específicos. Linguagem pra doentes mentais e, se possível, desenhem para que eu seja mais eficiente na correção. HEHEHE!
AAPTd4!

Allana disse...

Essa eh uma das historias do seu livro?...

Eu nao posso fazer uma boa critica, porque eu nao entendo nada sobre como escrever bem uma historia, mas pelo menos como leitora posso dizer a vc q:

Ficou legalzinho :p
...rsrsrs...brincadeira
esta bom, gostei da historia, jah em relaçao a escrita nao posso dizer nada(ñ entendo mesmo)
o q eu acho legal mesmo, eh a visao q vc tem sobre as coisas, apezar de ser meio "sombria", só q eh isso q acaba chamando minha atençao ao ler.
Gostei da descricao do nascimento
:D

Peri disse...

Valeu mesmo pelo comentário,mas preciso que digas o que instintivamente você não gostou no meu texto para que eu o melhore na medida do possível. Fico feliz que minha escrita esteja estimulando a leitura em uma cabeça de vento como você, Lanna. RSRSRSR Valeu, rapaz!

thanus_90 disse...

caralho! q fóda
tue screve bem pra kct cara!
muito show achei q esse tipow de bizarrice só exitia na minha cabeça
agora sei q compartilho isso com outros psicóticos hehehe
muito fóda mesmo cara, parabens!

ps:aqui é o fabiano ogro(amigo do antonio)

Peri disse...

Não só em nossas cabeças como em vigário geral e washington... fernandinho beira mar e bush que o digam... valeu pelo estímulo cara, por isso continuarei a vomitar histórias e mais histórias por aqui.

Mário... disse...

Kra...sem grandes discursos e tal é o segunte:
Normalmente eu leria algo assim e diria: que dramatico! Tudo deu errado na vida do cara(da mãe, pai/avô e ele ter sido rejeitado e tal). Mas realmente daria essa impressão se fosse escrito de qualquer jeito, mas vc escreveu de uma forma legal que q ficou um drama que ñ pareceu tão forçado sacou?...prendeu a leitura.
Legal a idéia dos "cortes"
O corte 1° tah legal, eu to esvrevendo coisas dos meus quadrinhos mas ñ sou nenhum especialista. Espero que ñ tenha dito muita besteira e minha opnião tenha sido válida, procure sempre melhorar e depois leio os outros cortes. Até mais !
p.s:eu disse sem grandes discursos e tal mas acabei escrevendo pacas(eu acho)

Peri disse...

Você, como eu, somos aprendizes eternos nessa vida, senão nem existiriam pesquisas científicas que vemos por aí.

Com o tempo e muito suor vamos refinando nossa técnica até podermos nos considerar profissionais.

Se tiver algum projeto, é só me falar que eu até posso te ajudar em alguma coisa.

Policarpe Di Emili disse...

Cara!!muito bom o texto....e os detalhes com que um fato cruel e triste e as consequências dele são expostas realmente enriquecerem bastante o seu texto. Não sei que críticas poderia fazer, pois tenho certeza de que eu não escreveria melhor que isso. Esse texto me lembrou a leta da música "Gênesis" de João Bosco e Aldir Blanc...conheces??a música tb narra o nascimento de uma criança de forma trágica e dramática.
Parabéns!!!

Amandinha, louca mas feliz!!!!!! disse...

Olha...realmente mto bom!!!
Não acho q os detalhes estejam maçantes, aliás gosto de textos assim...também não entendo de edições e etc, mas achei mto bem escrito..Parabéns "seu moço"..rsrsrsrsrs

anderson disse...

seu texto está muito legal;vc usou de interatiidade entre autor/público leitor.e isso faz com q o tema proposto fosse bem aceito,muito embora o mesmo seje bastante complexo a ser tratado.vc soube trabalhar com ele de forma harmoniosa e até descontraida devido a naturalidade mostrada.vc está de parabéns.poucos sabem trabalhar essa relação,o "eulírico"teve bastante atuação.esse texto ao mesmo tempo mescla o choque com a atração,isso q torna-se atraente na leitura;a atração.é dissoq se faz grandes escritores,de riqueza de detalhes.mostre sempre o trágico com essa sutileza,q ficará perfeito.abraços,de seu amigo anderson..

jonatas disse...

Não preciso nem dizer o quanto vocês estão me deixando encabulado!
É um sério estímulo pra que eu continue escrevendo.

Eu ia até rever a narrativa em primeira pessoa, mas você, Anderson me fez perceber com sua análise de elementos que nem tinha percebido.

Valeu mesmo!