...e Áhlima despertou na sala de aula. Na maldita aula de literatura. Professora maldita. Matéria maldita. Sempre pensava e não sabia quem odiar mais. Não entendia nem o porquê de tanto ódio. ”Não importa,” pensou limpando a saliva que escorrera de sua boca na mesa.
Sempre se sentava na frente e dormia constantemente. Ninguém se importava com a garota invisível. Ela muito menos, e preferia assim. Os professores pouco se importavam também.

Nos primeiros dias de aula, até houve um ou outro que mexera com ela por causa do tamanho exagerado de seus seios. Todavia, Áhlima não era uma garota qualquer. Era uma garota pálida que adorava morder rapazes abusados.
Após mutilar o supercílio de um rapaz usando os dentes, porque ele lhe tentara agarrar, ninguém mais conseguiu ver Áhlima. A pálida garota de dezesseis anos ficou invisível. Mas isso pouco importava.